O que é a Doença de Dupuytren?
A Doença de Dupuytren é uma patologia que afeta a fáscia palmar – a camada fibrosa que se situa debaixo da pele. O que acontece é que esta fáscia fica com uma maior espessura e contrai, portanto os dedos são forçados a ficar em flexão (é impossível esticá-los – contratura de Dupuytren).
A causa não é totalmente conhecida, mas pensa-se que haja um papel genético importante. Os principais fatores de risco para desenvolver esta patologia são: fatores genéticos, sexo masculino, idade, alcoolismo e Diabetes Mellitus.
Principais Sintomas
- Nódulos palmares;
- Cordas palmares (impedem a extensão completa dos dedos);
A contratura de Dupuytren tipicamente progride de forma lenta ao longo dos anos. Numa fase inicial, os nódulos podem ser dolorosos e incomodar à palpação ou a manusear objetos. Com o agravamento desta patologia, pode ficar difícil para o doente pegar em objetos e realizar atividades simples do dia a dia.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através da colheita de história clínica (com enfoque nos fatores de risco) e realização de exame objetivo – identificação dos nódulos e cordas palmares, bem como dos dedos em flexão, medição o arco de movimento dos dedos, aferição a sensibilidade e eventualmente documentar fotograficamente a doença (para avaliar o progresso ao longo do tempo).
Não são necessários métodos complementares de diagnóstico.
Tratamento
Não há cura para a Doença de Dupuytren. No entanto, apesar de não afetar a vida ou o membro, pode progredir ao longo do tempo. Quando o doente refere que há impacto nas atividades da vida diária, pode-se colocar a hipótese de tratamento cirúrgico. A cirurgia tem o objetivo de reduzir a contratura e melhorar a mobilidade do(s) dedo(s) afetado(s).
O procedimento cirúrgico de eleição é a fasciectomia palmar seletiva. Consiste na máxima remoção do tecido anormal (nódulos ou cordas) para possibilitar a extensão dos dedos. Geralmente são realizadas incisões em “zig-zag” na palma da mão e nos dedos.
A cirurgia é feita em ambulatório, sob anestesia do membro ou anestesia geral e com garrote no braço.
No pós-operatório, é a vantajoso a realização de fisioterapia para ganho funcional de mobilidade e, nalguns dos casos, a utilização de uma ortótese.
Os riscos da cirurgia dependem da severidade da contratura, os números de dedos abordados cirurgicamente e a presença de outras patologias.
Prognóstico
Após a cirurgia, a maioria dos doentes melhora o movimento dos dedos. No entanto, em cerca de 20% dos doentes vai existir agravamento, sendo que pode ser necessário tratamento cirúrgico adicional.